Uma seleção dos alimentos ingeridos pode ser uma boa forma de amenizar este problema.
A constipação intestinal ou prisão de ventre é uma das chamadas "doenças da civilização", causada na maioria das vezes por uma alimentação inadequada, pela insuficiência de atividades físicas e pouca ingestão de água.
As causas relacionadas à alimentação podem estar associadas ao consumo insuficiente de legumes e frutas e ao consumo freqüente de cereais refinados. Cereais integrais, legumes, verduras e frutas contém além de vitaminas e minerais, as fibras naturais de sua composição, e quando ingeridos em quantidade suficiente, estimulam os movimentos das ondas intestinais "empurrando" a massa fecal, evitando assim a constipação.
Eis algumas dicas para evitar a constipação:
1. Ingerir bastante líquido, evitando que as fezes se tornem duras, secas e pouco volumosas, acarretando transtornos na evacuação.
1. O estímulo térmico pode ser um valioso auxiliar como estimulante intestinal. Tomar água fria, em jejum, provoca o funcionamento dos intestinos.
1. O consumo de frutas é mais indicado do que os sucos coados, pois estes são pobres em resíduos.
Alimentos Laxativos
Frutas: Ameixa, mamão, laranja, melão, morango, abacaxi. Cereais: Aveia, pão integral, bolachas integrais, arroz integrais, macarrão integral. Outros: Vegetais folhosos, feijões e frutas oleaginosas.
Alimentos Constipantes
Frutas: Caju, goiaba, banana prata, maçã sem casca. Cereais: Fécula de arroz, pão de farinha branca, bolachas d'água. Outros: Chá preto, chá de mação, dextrose.
FONTE
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O médico ajuda, mas você precisa ajudar também
O que um paciente precisa fazer para que a orientação do médico possa surtir melhor efeito?
Quando médicos precisam encontrar rapidamente diagnósticos e seguir alguns protocolos de tratamento para um atendimento mais numeroso de pacientes, ocorre uma perda na qualidade do atendimento. É mais provável que ocorra uma visão parcial do paciente, e os aspectos subjetivos daquele indivíduo não são avaliados pela falta de tempo suficiente na consulta, o que traria mais dados para o profissional que, quem sabe, poderia até modificar o procedimento final prescrito.
A ciência é importante, claro, para trazer novas verdades através das pesquisas. Mas nós médicos não podemos perder de vista a humanidade do paciente, o fato de que ali diante de nós está uma pessoa com tantas características subjetivas, peculiaridades, formas de pensar e de sentir diferentes, afeto próprio, inserção na realidade da vida do modo e na possibilidade dele, e etc.. Sem compreensão mais profunda do todo da pessoa, fica mais difícil acertar o tratamento.
O Pai da Medicina, Hipócrates, disse que mais importante do que saber que doença tem determinada pessoa é saber que pessoa tem determinada doença. E isto, eu creio, faz a diferença entre tratamentos que funcionam duradouramente e os que funcionam mais temporariamente, entre os resultados mais sintomáticos e os que produzem cura.
Mas o profissional tem seus limites também. O médico vê muita coisa no paciente. Mas ele só pode ver no outro o que pode ver em si mesmo em termos de ser humano. Médicos também podem ter ansiedade, depressão, dificuldades afetivas variadas. Isto pode interferir no relacionamento médico-paciente com prejuízo para os resultados se aquele profissional estiver com baixa percepção da realidade subjetiva de si e, por exemplo, não compreender o que significa a angústia humana.
Conhecer anatomia, fisiologia, farmacologia, histologia, patologia, microbiologia, técnicas de cirurgia, etc., é fenomenal! Mas mais ainda, pelo menos para mim, é conhecer o psiquismo de um indivíduo. Ou seja, por que ele funciona deste jeito como pessoa, como um ser pensante, que possui afetos e faz escolhas. Conhecer a pessoa do paciente é maravilhosa aventura. Entretanto, também é uma maravilha ter profissionais que conhecem muito bem os órgãos humanos, pois assim, em emergências, podemos contar com eles para nos ajudar organicamente, seja pela atuação clínica ou cirúrgica.
Da próxima vez que você for a um médico, abra mais seu coração para ele e fale daquilo que tem incomodado sua vida emocional. Faça perguntas sobre o papel do estresse emocional sobre os sintomas que você apresenta. Bote para fora as queixas emocionais, as preocupações com sua saúde e não somente focalize na dor física aqui e ali no seu corpo, ou no mal funcionamento desta ou daquela função do seu organismo. Tomara que ele não saia com sugestões superficiais tipo, "Faça uma viagem!", ou "Faça mais sexo!", ou "Compre isto ou aquilo!", ou "Curta mais a vida!", ou "Arranje outro cônjuge!", etc. O médico acalma o paciente quando ele sabe escutar com o coração e não só com o estetoscópio e quando o paciente está aberto para receber ajuda. Um bom médico deve ser um bom conselheiro e um bom conselheiro é em primeiro lugar um bom ouvinte.
Talvez você tenha que escutar melhor a verdade interior da sua própria consciência que está dizendo algo para a melhora de sua saúde. Com tanta informação sobre saúde é bem provável que você saiba, pelo menos em parte, o que está praticando e que não é bom. Então, mude. Mude seu estilo de vida. Coma com melhor qualidade. Faça exercícios físicos constantes. Durma melhor e mais cedo. Trabalhe sem ganância. Compartilhe o que tem obtido. Tudo o que não damos, perdemos. Desfrute mais sua família. Freqüente mais a Natureza e menos os shoppings. Seja compassivo com os outros e consigo mesmo. Troque as novelas de TV por bons livros. Seja bom com você mesmo. Até certo ponto podemos ser nosso próprio médico. A cura vem pela prática da verdade em obediência às leis da saúde. Um dia de cada vez, uma coisa de cada vez.
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