Mostrando postagens com marcador Editorial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editorial. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Encontraram a arca da aliança?

Em julho de 1981, os moradores de Israel foram surpreendidos com uma notícia extraordinária. Moti Éden, um repórter da Rádio Israelense, anunciava em seu programa noturno que dois rabinos haviam encontrado a arca da aliança e que, ele mesmo, era uma testemunha ocular do ocorrido.
 
O que Éden tinha de fato presenciado foi a escavação clandestina de um grupo de judeus ortodoxos que acreditavam estar a caminho de encontrar o valioso tesouro. Eles criam que um túnel lateral ao muro das lamentações os levaria ao antigo lugar santíssimo do Templo, em baixo do qual estariam escondidas as tábuas da lei e outros artefatos originais. Hoje, o que vemos no local do antigo Templo são as edificações islâmicas do Domo da Rocha e da mesquita de Al Aksa.

O resultado, evidentemente, foi uma reação imediata dos muçulmanos que entraram em luta armada contra militantes judeus, causando a morte de seis estudantes. O quadro só não ficou pior porque o rabino Meir Getz, que liderava as escavações, cedeu a um acordo político, colocando “panos quentes” sobre a questão. Getz morreu em 1995 e um ano depois e o túnel foi parcialmente aberto ao público como atração turística.
A despeito da agitação, nenhuma prova concreta foi apresentada de que a arca tivesse mesmo ali. Mas esta não foi a única vez que alguém pretendeu tê-la encontrado.

Pretensos achados

Os etíopes dizem que a verdadeira arca estaria em seu país, numa capela da cidade de Axum. Eles argumentam que ela foi roubada do Templo judeu pelo príncipe Menelik, filho de Salomão e da rainha de Sabá. O curioso é que, com exceção de uns poucos políticos, a ninguém foi permitido ver ou fotografar a arca, o que torna bastante suspeita esta tradição.

Vendyl Jones, provavelmente o mais excêntrico dos descobridores, foi a inspiração para Steven Spielberg criar o personagem Indiana Jones. Com base num obscuro texto encontrado entre os Manuscritos do Mar Morto (o Manuscrito de Cobre), Jones diz ter decifrado o mapa de onde estariam a arca e outros utensílios sagrados do Templo.

Em 1988, ele apresentou uma pequena vasilha de barro cujo conteúdo seria o ShemenAfarshimon, o óleo sagrado dos sacerdotes. Análises químicas posteriores pareceram dar certo crédito à sua descoberta, mas o assunto ainda não está tecnicamente encerrado. Mais tarde, em 1992, Jones mostrou aos jornalistas um pote de cinzas que alegou pertencerem originalmente ao ketoret, o incenso sagrado do Templo. Muitos, é claro, dizem que tudo não passa de um embuste.
 
Com absoluta segurança ele prometeu que revelaria em agosto deste ano o local exato da arca. Mas até agora nada de concreto foi apresentado e o mérito de Vendyl Jones parece ser apenas o de ter inspirado a criação de um personagem holliwoodiano.

Dentro do arraial adventista, um profissional da área de saúde chamado Ron Wyatt também pretendeu ter encontrado a arca. Infelizmente, a empolgação apressada, seguida da forma fácil como a Internet divulga inverdades, fez com que muitos irmãos, de boa fé, acreditassem na história de Wyatt e a divulgassem, inclusive, através do púlpito.

Embora não tenhamos aqui espaço para mostrar as falhas de suas pretensas descobertas, podemos resumidamente dizer que Wyatt afirmou ter encontrado a arca em 1982. De acordo com sua história, Deus lhe havia dado uma revelação especial, por ocasião de sua visita a Jerusalém, mostrando-lhe a gruta de Jeremias, dentro da qual estaria a arca da aliança.

Munido de uma discutível “permissão” para escavar no local, que fica próximo à porta de Damasco, Wyatt disse ter encontrado ali a espada de Golias, a mesa dos pães asmos, o altar de incenso e outras coisas. Sua trama, recheada por aparições angelicais e visões de Cristo, termina com o achado da arca e os dez mandamentos. Ron disse ainda ter tirado várias fotos, mas quase todas queimaram. A única que restou não oferece nada que possa ser chamado de “convincente”. Apenas uma luz forte onde ele afirma poder visualizar o rosto de Cristo sentado num trono celestial.

Numa teologia muito confusa, Wyatt  também apontou o lugar como sendo o Calvário e concluiu que, quando Cristo morreu, seu sangue penetrou o solo, aspergindo a arca que estaria poucos metros abaixo. Este seria o cumprimento de Daniel 9:24. Ora, o texto bíblico não diz que seria ungida a arca e sim o santo dos santos que, se entendido no sentido pessoal, refere-se a Cristo e, no sentido geográfico, ao santuário celestial. Mesmo porque, o lugar santíssimo do santuário terrestre não ficava no Calvário, mas dentro do Templo.

Ron Wyatt afirmou ainda ter recolhido amostras do sangue de Cristo, mas, como nas declarações anteriores, tudo não passou de uma teoria infundada. Como Vendyl Jones, ele também foi desafiado a apresentar provas mais substanciais do que dizia. Então, prometeu que, em um ano ou dois, voltaria ao local com uma equipe de cientistas e revelaria a arca para o mundo. Só esperaria uma ordem de Deus dizendo que chegou a hora de fazê-lo. Mas, Wyatt morreu em 1999 e, até hoje, nenhum de seus  colaboradores apresentou qualquer prova que legitime suas afirmações.

O que diz Ellen White?

Como muitos já sabem, a arca desapareceu por volta de 587 a.C., quando os babilônios atacaram Jerusalém e destruíram o Templo. A Bíblia não descreve como isto aconteceu, mas antigas tradições judaicas revezam entre Josias, Jeremias e Baruque a responsabilidade pela ocultação do objeto. Ellen White, embora não mencione o nome dos envolvidos, parece dar crédito a esta tradição. Ela diz:

“Antes do templo ser destruído, Deus fez saber a alguns de seus fiéis servos o destino do templo, que era o orgulho de Israel …Também lhes revelou o cativeiro de Israel. Estes homens justos, exatamente antes da destruição do templo, removeram a sagrada Arca que continha as tábuas de pedra, e com lamento e tristeza esconderam-na numa caverna, onde devia ficar oculta ao povo de Israel por causa de seus pecados, não mais sendo-lhes restituída. Esta sagrada arca ainda está oculta, jamais foi perturbada desde que foi escondidaSpiritual Gifts, vol. 4, pp. 114, 115 (1864); Spirit of Profecy, vol. 1, p. 414, (1870); História da Redenção, p. 195.

“Entre os justos que ainda restavam em Jerusalém, a quem tinha sido tornado claro o propósito divino, alguns havia que se determinaram colocar além do alcance das mãos cruéis, a sagrada Arca que continha as tábuas de pedra, sobre a qual haviam traçado os preceitos do decálogo. Isto eles fizeram. Com lamento e tristeza esconderam a arca numa caverna onde deveria ficar oculta do povo de Israel e de Judá por causa de seus pecados, não mais sendo-lhes restituída. Esta sagrada arca ainda está oculta. Jamais foi perturbada desde que foi escondida.” Profetas e Reis, p. 436 (1989). Grifos acrescentados.

Assim, descarta-se a idéia de que a arca tenha sido destruída, arrebatada ou transferida para fora de Israel, pois com a iminente chegada dos babilônios, os judeus não teriam tempo de fugir para longe levando consigo um objeto sagrado que demandaria um detalhado cerimonial de transporte.

Será a arca encontrada novamente?

A atitude de esconder objetos sagrados devido a uma ameaça iminente não era estranha. II Crônicas 34:14-30 descreve o momento em que, em meio à reforma do Templo, Hilquias encontrou os originais de Moisés que sacerdotes piedosos haviam escondido durante o idolátrico reinado de Manassés. Os Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947, nas cavernas de Qumran, também exemplificam tal comportamento. Segundo uma hipótese, os textos teriam sido guardados ali em virtude do cerco romano sobre a cidade de Jerusalém.

Várias tradições judaicas baseadas em Jeremias 3:16 fazem supor que a arca reaparecerá no fim dos tempos. Embora o espaço não nos permita expor estas tradições, torna-se digno de nota que Ellen White também fala que as Tábuas serão trazidas novamente à vista dos habitantes da Terra:

“Com Seu próprio dedo, Deus escreveu os Seus Mandamentos em tábuas de pedra. Essas tábuas não foram deixadas aos cuidados dos homens, mas foram postas na arca; e no grande dia em que cada caso estiver decidido, essas tábuas escritas com os Dez Mandamentos serão mostradas para que o mundo inteiro possa ver e entender. Seu testemunho contra o mundo será inquestionável.” Carta 30, (1900). Manuscript Releases 1401. vol. 19, p. 265.

“O precioso registro da lei foi colocado na Arca do Testamento e está lá ainda seguramente escondida da família humana. Mas no tempo apontado por Deus Ele revelará essas tábuas de pedra a fim de serem testemunho para todo o mundo contra o desdém para com Seus Mandamentos e contra o culto idolátrico de um falso sábado.” Manuscript Releases 122, 1901. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1, p. 1109.

“Quando o templo de Deus for aberto, que triunfo não será para aqueles que foram fiéis e verdadeiros! No templo será vista a Arca do Testamento em que foram postas as duas tábuas de pedra nas quais foi escrita a Lei de Deus. Essas tábuas de pedra serão tiradas de seu esconderijo e nelas serão vistos os Dez Mandamentos gravados pelo dedo de Deus. Essas tábuas de pedra que agora jazem dentro da arca do testamento serão um testemunho para a verdade e os reclames da lei de Deus.” Carta 47, 1902. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 972.

Embora não possamos ser dogmáticos, estes textos parecem indicar que o reaparecimento da Lei será um ato sobrenatural de Deus por ocasião do Seu juízo sobre os homens. E isto ocorrerá quando cada caso estiver decidido.

Assim, embora possamos admitir um desejo próprio de que a arca seja encontrada, é importante ter prudência e permitir que se cumpra a vontade de Deus. Note-se que um ponto em comum a todos os pretensos descobridores da arca é que nenhum deles até hoje apresentou provas concretas que justifiquem suas afirmações. Fotos que não se revelam, soldados que impedem o acesso ou promessas que não se cumprem são insuficientes para nos fazer acreditar neste tipo de abordagem. E é importante lembrar que mesmo a verdade, se for sustentada com argumentos infundados torna-se um desserviço à causa de Deus. 

Rodrigo P. Silva

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A devassidão virou piada no país do carnaval

Imagine a cena: na sala de estar, a família assiste ao telejornal, quando, no intervalo, aparece a propaganda de uma marca de cerveja. A filha pequena acompanha com olhos curiosos e depois pergunta:

- Pai, o que é devassa?
O pai, tentando encontrar a melhor definição, apela para o dicionário:
- É uma pessoa depravada, dissoluta, libertina, licenciosa.
- E o que é uma pessoa depravada e libertina – volta a perguntar a filha.
A coisa fica complicada. O pai fecha o dicionário e tenta sozinho, medindo as palavras:
- É alguém que não se comporta bem… “Fica” com muitas pessoas, faz sexo sem compromisso. Essas coisas.
- A Sandy não era uma boa moça de família?
- Creio que sim.
- Ela não é casada?
- Sim, filha, a Sandy é casada.
- A Sandy é devassa?

O pai pensa um pouco, procura acompanhar a lógica da filha, coça o queixo e reponde com certa insegurança:

- Não. Acho que a Sandy não é devassa. Pelo menos acho que nunca foi.
- Então por que ela fez esse comercial que diz que todo mundo tem um lado devassa?
- Não sei. Talvez pelo dinheiro. Talvez por brincadeira. Sei lá.
- Posso brincar de ser devassa também?

terça-feira, 29 de março de 2011

Quando os seres humanos tremem

LEITURAS DE VEJA
Quando os seres humanos tremem
Por Michelson Borges em 29/3/2011

"A revista Veja da semana passada (que destacou o maior terremoto ocorrido na história do Japão) traz um artigo de Mario Sabino intitulado "Quando Deus tremeu". Logo abaixo do título, há o seguinte olho:
"Em 1755, o terremoto de Lisboa propiciou aos iluministas a oportunidade de demonstrar a irracionalidade religiosa. Passados dois séculos e meio, já não se acredita tanto que vivemos no melhor dos mundos. Mas é grande a crença de que um dia sobrepujaremos a natureza por meio da ciência e da tecnologia. Trocamos apenas de religião."No fundo, é um texto depressivo que procura mostrar a "inutilidade" da religião e a pretensão inalcançável da ciência de salvar a espécie humana dos caprichos da natureza – aliás, como sustenta reportagem publicada na Veja da semana anterior, nosso Sol vai torrar a Terra daqui a cinco bilhões de anos. O que nos resta, então? Você estranha que, para os naturalistas, a máxima seja mesmo "comamos e bebamos, porque amanhã morreremos"?

Que sentido há em se discutir ética, segurança, direitos humanos ou fraternidade num mundo regido pelas inexoráveis leis da biologia darwinista? Que sentido há em perder tempo com esse papo humanista se, no fim das contas, vamos todos desaparecer? Queremos adiar (ou não pensar) no inevitável, ou apenas garantir uma vida mais confortável enquanto aguardamos o fim?"

[Leia Mais]

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Forma & Significado

Recebi como presente de dia do pastor e do meu aniversário (que são muito próximos) um livro de um dos membros da minha Igreja. Trata-se do livro 'Os Dez Mandamentos' da Dra. Laura Schlessinger e co-autoria do Rabi Stewart Vogel.

Está sendo um livro muito interessante, apesar de ainda estar no início do mesmo. Quero reproduzir aqui uma citação que considero importante e deixá-la no ar para reflexão:

"Preocupo-me com pessoas que se deixam absorver de tal maneira pela forma do ritual que deixam de viver aquilo que o ritual significa. O significado subjacente ao ritual é a aspiração à virtude, à imagem de Deus, não à perfeição, porque Ele conhece muito bem nossas imperfeições humanas, ou o mau uso ocasional, acidental ou não intencional do livre-arbítrio"

Assino em baixo

Shalom

André

Acesse o blog do Pr. André!
http://cotidianoconsciente.blogspot.com

terça-feira, 1 de junho de 2010

A verdadeira conduta cristã

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai.” Colossenses 3:17

A verdadeira conduta cristã se baseia, principalmente, na amizade com o Mestre Jesus. Ele não pede uma total frequência aos cultos da igreja ou ofertas e dízimo sendo entregues sem antes amor a Si e ao próximo.

Em Roma, onde Paulo estava preso em virtude de sua fé, ensinara aos cativos prisioneiros sobre como obter a felicidade – amizade com Cristo. O apóstolo das cartas às igrejas aprendera a conquistar essa relação fiel e de alegria com o Salvador por meio de sinceridade, submissão e entrega do eu.

Ele entendera, com o auxílio de Deus, a fazer tudo em sua vida, fosse por atos ou palavras, por Cristo. O caráter de Paulo estava ligado diretamente à cruz de Jesus, sua conduta cristã era verdadeiramente digna de um filho de Deus.

A vida de Paulo nos apresenta uma brilhante lição. Devemos cooperar com Deus para obtermos a Terra Prometida. Por mais que nos dediquemos a essa conquista, é impossível alcançar o Céu sem a ajuda de Jesus. Cristo só mudará nossas vidas quando permitimos sua entrada em nossos corações – esse é o segredo da salvação.

A salvação é obtida pelo amor à oração, à Palavra de Deus e ao testemunho. A conversa com o Criador é verdadeira e sincera, abrindo seu coração a Ele. A Bíblia deve ser lida como se fosse, por exemplo, uma carta de amor de uma namorada ao companheiro. O testemunho é a demonstração de um caráter renovado em Cristo para com qualquer pessoa, quer familiares, quer amigos ou desconhecidos.

Finalmente, conquistando todos esses aspectos, acontecerá um milagre na vida de uma pessoa que procurou os princípios do Salvador. Jesus fará pela própria pessoa uma transformação, essa pessoa passará a ter a conduta de Deus e Sua honra porque fizera de Jesus, seu fiel escudeiro e amado amigo. Logo mais que uma vida de santidade a Deus na Terra terá. Seu futuro será a vida eterna pelo resultado de uma conduta de amor à cruz divina.

Marcelus S. Távora

quarta-feira, 3 de março de 2010

Reunidos fragmentos de texto bíblico separados há séculos

Texto reconstituído permite acompanhar evolução do relato bíblico do Êxodo ao longo dos milênios.

JERUSALÉM - Duas partes de um antigo manuscrito bíblico, separadas por séculos, foram reunidas pela primeira vez numa mostra conjunta nesta sexta-feira, 26, graças a uma descoberta acidental que está ajudando a iluminar um período obscuro na história da Bíblia hebraica.

Muralha do tempo de Salomão descoberta em Jerusalém

Arqueólogo diz ter encontrado o mais antigo texto hebraico

Os fragmentos, de 1.300 anos, que são alguns dos poucos manuscritos bíblicos hebraicos que sobreviveram à era em que foram escritos, existiram separadamente e com sua relação mútua ignorada até que uma fotografia de um, publicada em sua primeira exibição pública em Israel, chamou a atenção dos estudiosos que acabaram por ligá-los.

Juntos, compõem o Segundo Cântico do Mar, cantado pelos israelitas após a fuga do Egito, enquanto assistiam à destruição dos exércitos do faraó no Mar Vermelho.

Uma mostra no museu nacional de Israel, dedicada ao Cântico do Mar, agora está unindo as duas peças.

Uma página do cântico conhecido como o Manuscrito Ashkar estava abrigada numa biblioteca de livros raros na universidade Duke, nos EUA, e foi exibida pela primeira vez em Israel em 2007.

Foi nessa oportunidade que a fotografia do manuscrito apareceu em um jornal e chamou a atenção de dois paleógrafos israelenses, Mordechay Mishor e Edna Engel, que notaram a semelhança com uma outra página em hebraico, o Manuscrito de Londres, que é parte de uma coleção particular.

"A uniformidade das letras, a estrutura do texto e as técnicas usadas pelo escriba... ficou muito claro para mim", disse Engel.

A relação não seria óbvia para o observador leigo. O Ashkar está escurecido pela exposição aos elementos e o texto está praticamente invisível, enquanto o Londres é legível e se encontra muito melhor preservado.

Mas após estudos com raios ultravioletas, os especialistas confirmaram que os textos não só foram escritos pela mesma mão, mas eram parte de um mesmo rolo de pergaminho.

Estudiosos acreditam que o pergaminho foi escrito por volta do século sétimo, em alguma parte do Oriente Médio, possivelmente no Egito. Não se sabe como essas partes foram separadas, ou o que aconteceu com o restante do material escrito.

O museu em Israel providenciou para que o Londres fosse levado a Jerusalém. A nova mostra descreve como o Cântico do Mar foi composto por meio de vários manuscritos antigos, dos Manuscritos do Mar Morto, que têm 2.000 anos, até o chamado Códice de Alepo, escrito quase mil anos mais tarde.

A reunificação dos fragmentos é um elo importante na corrente, mostrando como a escrita da Bíblia hebraica evoluiu ao longo do chamado período "silencioso" - entre os séculos terceiro e décimo - do qual não resta praticamente nenhum texto bíblico.

O Cântico nos Manuscritos do Mar Morto está escrito como prosa, por exemplo, e no manuscrito reunido, em versos.

FONTE: Estadão

terça-feira, 7 de abril de 2009

TERREMOTO ABALA À ITÁLIA

O ministro italiano do Interior divulgou novo número de mortos após o forte terremoto que sacudiu o centro da Itália na madrugada desta segunda-feira (6) – domingo, 5, no Brasil. Segundo Roberto Maroni, ao menos 50 pessoas morreram. O tremor atingiu a região de Áquila, área montanhosa a leste de Roma. Equipes de resgate seguem à procura por sobreviventes sob os escombros. O presidente do Parlamento, Gianfranco Fini, disse que cidades inteiras foram destruídas pelo tremor. Cerca de 50 [mil] pessoas estão desabrigadas, segundo a Defesa Civil. Áquila, cidade de 60 mil habitantes do Estado de Abruzzo, foi a mais atingida. O tremor ocorreu de madrugada, quando a maioria dos habitantes dormia.

Os danos ocorreram na maior parte do município. Pelo menos 10 mil imóveis foram danificados. Um albergue de estudantes e algumas igrejas históricas ruíram. Carros foram soterrados pelos escombros. “Eu acordei ouvindo um barulho que parecia uma bomba”, disse Angela Palumbo, de 87 anos, em uma rua de Áquila. “Conseguimos escapar com as coisas caindo em nosso redor. Tudo estava chacoalhando, os móveis caindo. Não lembro de ter visto nada parecido na vida.”

Em Áquila, há o registro da morte de quatro crianças, após o desabamento de uma casa. Uma idosa e outra criança morreram em Fossa, cidade próxima de Áquila, anunciou a TV local. Estão confirmadas também mortes em Castelnuovo, Poggio Picenze e em Tormintare. No lugarejo de Onna, dez pessoas morreram, segundo uma testemunha da Reuters.

A polícia não sabe dizer o número de desaparecidos, porém a extensão da destruição provocada pelo tremor leva a Defesa Civil local a estimar que o índice de mortos ainda pode crescer nas próximas horas.

Milhares de pessoas estão desabrigadas ou desalojadas nas regiões atingidas. Linhas de telefone e eletricidade foram danificadas e cortadas.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cancelou sua viagem a Moscou e foi para Áquila. O governo italiano decretou estado de emergência na região de Abruzzo.

As informações sobre a força do tremor de cerca de 30 segundos, que ocorreu às 3h45 desta segunda (22h45 de domingo em Brasília), ainda são confusas. Enquanto parte das agências de notícias estima magnitude de 5,8 graus na escala Richter, outras fontes afirmam que o terremoto chegou a 6,7 graus na mesma escala.

O Centro Nacional de Informações de Terremotos dos Estados Unidos, por exemplo, informou que o terremoto atingiu 6,3 graus na escala aberta de momento, e teve epicentro a 95 km de Roma, a uma profundidade de 10 km, às 3h32 locais (22h13 de Brasília).

O diário italiano La Repubblica informa, na sua página na internet, que a magnitude do tremor foi de 6,7 graus, e o epicentro teria sido localizado em Arischia, entre as regiões de Lazio e Abruzzo.

O forte tremor foi sentido em Roma, onde muitos moradores assustados deixaram suas casas para buscar proteção nas ruas, com medo de possíveis desabamentos. Segundo a agência Efe, casas e prédios do centro histórico da capital italiana sofreram pequenos danos.

O último terremoto grave na Itália havia ocorrido em 1980, no sul do país, provocando a morte de 2.700 pessoas. (...)

(G1 Notícias)

Nota: “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mateus 24:7). São notícias tristes, mas apontam para o fim delas.[MB]


---------------------------------------------------------------------------------------
FONTE: Blog Criacionista Prof. Michelson Borges

quarta-feira, 1 de abril de 2009

DESCOBERTOS 6 km QUADRADOS DE FLORESTA CARBONÍFERA


O paleontólogo smithsoniano Bill DiMichele e os colegas Howard Falcon-Lang (Universidade de Bristol), John Nelson e Scott Elrick (Centro de Pesquisas Geológicas do Estado de Illinois), e Phil Ames (Peabody Coal Company) descobriram os restos de uma das florestas tropicais mais antigas do mundo, conservada no teto de uma mina de carvão a 76 metros abaixo da superfície. Sua descoberta foi publicada recentemente na revista Geology intitulada “Gradientes ecológicos dentro de uma floresta pantanosa da Pensilvânia”. A floresta tropical se estende por mais de quatro milhas quadradas no telhado de duas minas de carvão subterrâneas adjacentes na região oriental de Illinois. Essa pode ser a maior floresta fossilizada encontrada nos registros fósseis.

Uma floresta de árvores lycopsidas e árvores pteridófitas se desenvolveu uniformemente em toda a área, e um depósito de cavalinha, sementes de pteridófitas e cordaitaleans (sementes de plantas relacionadas às coníferas) preenchida sob e ao redor da árvore floresta lycopsida pteridófita, onde a terra estava seca. A floresta foi preservada quando um terremoto afundou alguns metros da área permitindo sua inundação por um rio adjacente, o qual afundou a vegetação e a enterrou em sedimentos. A inundação repentina no bloco submerso matou a floresta tropical. Lama e silte escorreram para a depressão, preservando toras e lenha em uma camada que acabou se tornando xisto.

Plantas fósseis são comuns em depósitos de carvão. O carvão é o resultado compactado do húmus vegetal. Estes são os restos de plantas extintas no período Carbonífero há 300 milhões de anos [sic], quando o mundo era coberto por uma vegetação verde e luxuriante. Illinois estava perto do Equador e era muito mais quente e úmido. Foi a era dos insetos, com diplópodes de 1,80m de comprimento e libélulas com envergadura de um metro de comprimento.

Samambaias gigantes teriam formado um dossel menor de 9 metros de altura. Apareciam através das pteridófitas lycopodiopsidas de 30 metros altura – pólos similares a aspargos onde brotavam coroas cheias de esporos. “O que é extraordinário sobre essa descoberta é que esta floresta foi preservada na sua posição vertical”, disse Falcon-Lang. “É uma floresta ereta com árvores ainda em pé.”


Base do tronco de uma árvore lycopsida foi enterrada enquanto ainda na vertical, como pode ser vista a partir de baixo. Uma placa metálica foi colocada para impedi-lo de cair e ferir os mineiros. O tronco projeta-se em cima do telhado de xisto. Essa tora teria sido “enraizada” na parte superior do depósito de carvão.

O principal autor do estudo, Bill DiMichele, disse que a extensão lateral dos fósseis lhe permitiu detectar mudanças sutis na diversidade de espécies enquanto pesquisava. Como a mineração continua, o tamanho dos fósseis expostos cresce de dia para dia. Atualmente, DiMichele está fazendo inventários de plantas antigas em outras duas minas ativas de Illinois, em Danville e Springfield, que ficam respectivamente acima e abaixo da Herrin e estão separadas geologicamente por uma cerca de meio milhão de anos [sic]. Onde outros botânicos fazem o trabalho caminhando por uma floresta, DiMichele usa elevadores para descer até as câmaras de mineração – para conseguir chegar abaixo da floresta. “Temos que caminhar sob ela e olhar para cima para observá-la”, disse ele. “É o ponto de vista da minhoca.”

(Smithsonian National Museum of Natural History)

Tradução: Thiago Juliani

Nota: A descoberta é realmente espantosa. Mas a explicação parece deixar um pouco a desejar. Um rio teria coberto a floresta com mais de 70 metros de sedimentos numa extensão de mais de seis quilômetros quadrados? Para uma preservação tão boa, a sedimentação teve que ser rápida e em grande escala. Uma simples inundação fluvial seria explicação para isso? A preservação sob inundação em larga escala e o fato de o tipo de vegetação (plantas gigantes e vastas florestas) ser diferente da encontrada atualmente sugere algo diferente para quem tem o modelo diluviano em mente.[MB]


--------------------------------------------------------------------
FONTE: Blog Michelson Borges