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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jornalista adventista dá testemunho em programa de TV

A fim de não transgredir o mandamento de Deus em um programa da TV Record, Wasthí Lauers de Castro pediu para sair de um reality show comandado por Ana Hickman, porque havia provas que seriam realizadas no sábado e outras atividades que não condizem com o tipo de vida que procuram levar os guardadores do sábado. A adventista resolveu ser fiel ao princípio de Êxodo 20:8-11 e em várias outras partes da Bíblia.

Só um comentário: não sou favorável a programas de reality show e não participaria de um programa como esse, mas o testemunho da jovem é inegável. Prevaleceram os princípios imutáveis da Palavra de Deus bem colocados e defendidos por ela. 



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Garoto diz ter visto Jesus em viagem espiritual e seu relato se torna best-seller

Revista IstoÉ, 06.05.2011.

Ele tem cabelo castanho e tem cabelo no rosto. E os olhos dele… Ah, papai, os olhos dele são tão bonitos!” Foi assim, de um jeito tipicamente infantil, que o garoto americano Colton Burpo descreveu Jesus Cristo após encontrá-lo durante uma suposta viagem espiritual. Colton tinha apenas 4 anos de idade e viveu essa experiência ao fazer uma cirurgia para a retirada de um apêndice rompido. Ele afirma ter visitado o Céu, conhecido o filho de Deus e também sua irmãzinha. Tudo isso em apenas três minutos. Aí é que está o detalhe que levou muita gente a acreditar no garoto, hoje com 12 anos: essa irmã não chegou a nascer porque sua mãe sofreu um aborto espontâneo e Colton era muito pequeno para ter consciência do fato. Impressionado com as descrições do menino, o seu pai, Todd Burpo, que é um pastor protestante, decidiu contar tudo o que ouviu dele no livro “O Céu é de Verdade – O Impressionante Relato do Menino que Foi ao Céu e Voltou para Contar” (Thomas Nelson Brasil), feito em coautoria com a escritora Lynn Vincent, hoje no topo da prestigiada lista de best-sellers de não ficção do jornal “The New York Times”. Nos EUA foram vendidos mais de três milhões de exemplares. No Brasil, a primeira tiragem foi de 20 mil livros e uma segunda já está sendo preparada.

Colton e seu pai: três minutos no paraíso

Supõe-se que um dos trunfos do livro seja a maneira ingênua como Colton descreve Jesus e suas experiências no Paraíso, típica de uma criança à qual falta o pleno domínio do vocabulário. “Ei, papai, você sabia que Jesus tem marcadores?”, pergunta o menino, sem saber explicar de outra maneira as marcas da crucificação nas mãos e nos pés de Cristo. E continua: “Ele tem um cavalo. Sim, um cavalo da cor do arco-íris. Eu fiz carinho nele. Tem muitas cores lá.” No passeio de alguns minutos no Céu, o menino também teria conhecido um bisavô já falecido. Por informações como essa, os pais acreditaram em cada palavra. E, pelo visto, muitos leitores também.

A surpresa com o sucesso desse relato só não é maior porque o filão de livros sobre a possibilidade de vida em outra dimensão já demonstra vigor há algum tempo. Outra criança que teria passado por uma experiência de quase morte e recordado de tudo o que viveu em outro plano foi o americano Alex Malarkey, de 6 anos. Ele se tornou tema de documentário feito para a tevê nos EUA, baseado no livro “The Boy Who Came Back From Heaven” (O Menino que Voltou do Céu, ainda sem tradução no Brasil), sobre o que aconteceu com ele. Em Hollywood, o interesse por essas narrativas gerou recentemente o ótimo drama “Além da Vida”, de Clint Eastwood, filão que já provou a sua força no Brasil com a recente safra de filmes centrados no líder espiritual Chico Xavier. Apenas o longa “Nosso Lar”, inspirado na obra homônima do médium, superou os três milhões de espectadores.

Nota: Realmente, como diz a reportagem, este assunto não é novidade e tem sido explorado comercialmente há muitos anos pela indústria da literatura esotérica. O anseio humano de saber como é o Céu onde Deus habita pode ser saciado com a leitura de trechos da Bíblia como os capítulos 21 e 22 do livro de Apocalipse, entre outros que dão uma ideia do conceito de céu segundo a revelação principal do cristianismo. Como registrou o apóstolo Paulo, em I Coríntios 2:9: "mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam". O Céu prometido na Bíblia certamente será muito mais interessante e atraente do que se imagina.

As especulações alimentam uma indústria de livros de todo o tipo de autores e abordagens e possuem um nítido fundo espírita ou espiritualista. Essa linha de pensamento na aparente inocente descrição do garoto não foge muito dos documentos de autores espíritas sempre presentes na lista dos best-sellers brasileiros. É basicamente a mesma: alguém fora do seu corpo, em outra dimensão, vai ao céu ou a algum pretenso lugar de paz, tranquilidade em busca de respostas ou de pessoas a quem ama. Volta para relatar o que viu, ouviu e sentiu e isso se torna fato inquestionável e evidência de vida além da morte ou fora do corpo terrestre. 

É um conceito que difere do que a Bíblia Sagrada ensina ao dizer que não sabemos exatamente como será o Céu e nem temos acesso ao que lá ocorre hoje. Claro que temos acesso a Jesus Cristo por meio da oração e eventualmente visões. Lógico que não eu não posso afirmar que o menino não viu a Jesus, etc, como dizem, mas este relato me parece bastante sensacionalista. Qual é o objetivo deste tipo de publicação? Mostrar que precisamos viver realmente os ensinamentos de Jesus Cristo na prática, incluindo os mandamentos, ou reforçar a tese de que há vida fora do nosso corpo, de uma alma e um corpo distintos como pregou o dualismo grego há centenas de anos? São indagações que podem e merecem ser feitas ao lermos algo a respeito de um livro como esse. 

Essas experiências, como a do livro do garoto de 12 anos, mostram-se surpreendentes e até convincentes para muitos, mas qual o grau de confiabilidade que elas possuem se submetidas ao que a Bíblia Sagrada declara em seu contexto?

domingo, 8 de maio de 2011

Brasília, DF ... [ASN] 

O jornal Valor Econômico, um dos principais de negócios e mercado no Brasil, divulgou reportagem nesta quarta-feira, dia 4, sobre a decisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) tomará em breve se os dias e os horários de concursos públicos podem ser alterados para garantir a liberdade religiosa. De acordo com a reportagem, assinada pela jornalista Maira Magro, “em respeito aos dias que consideram sagrados, seguidores de algumas crenças - como judeus, adventistas e testemunhas de Jeová - começaram a entrar na Justiça para pedir a adequação das datas de concursos públicos, provas, vestibular, ou da jornada de trabalho. O debate ronda o Judiciário em centenas de ações, que ainda dividem os tribunais. Mas poderá ser pacificado em breve pelo STF, no julgamento de um processo de um integrante da Igreja Adventista envolvendo um concurso público do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região”.

A reportagem fala do caso de Geismario Silva dos Santos que se inscreveu em 2007 no concurso para técnico judiciário em segurança e transporte. Na primeira etapa, foi aprovado em primeiro lugar. Mas para a avaliação física, sua prova foi marcada para o sábado. Como o sábado é considerado sagrado para os adventistas, Geismario pediu transferência para o domingo - quando um outro grupo faria a mesma avaliação. Os organizadores do concurso negaram o pedido.

Ele entrou na Justiça e conseguiu uma decisão favorável no próprio TRF. Com isso, conseguiu fazer as provas de aptidão física no domingo - e foi novamente classificado em primeiro lugar. Mas a União recorreu ao STF, e Geismario ficou impedido de assumir o cargo. O posicionamento da Corte suprema gera expectativa para outros religiosos, pelo fato de os ministros terem aplicado ao caso a repercussão geral e o resultado do julgamento servir de orientação para os juízes e tribunais das instâncias inferiores.

"A realização das provas em data e horário diferentes do estabelecido no edital fere o princípio da igualdade entre os candidatos", argumenta Grace Mendonça, secretária-geral de contencioso da Advocacia Geral da União (AGU), ouvida pela reportagem do jornal Valor Econômico. O diretor jurídico da Igreja Adventista para a América do Sul, advogado Luigi Braga, explicou, na mesma reportagem, que o pedido não é por mudança de data dos concursos, mas para que se crie uma prestação alternativa. 
[Equipe ASN, Felipe Lemos, com informações do jornal Valor Econômico]

Link para ver a reportagem no jornal Valor Econômico - http://www.portaladventista.org/downloads/stfadventistas.zip

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Game permite a jogador recriar massacres em escolas

IDG Now, 20.04.2011.

A Checkboarded Studios, estúdio independente produção de games “especializada em modificações satíricas” anunciou um projeto que não parece tão engraçado assim: retratar os massacres de estudantes em Columbine e na Virginia Tech, ocorridos em 1999 e 2007, que mataram 12 e 32 estudantes, respectivamente.

School Shooter: North American Tour 2012 é, na verdade, um mod de Half-Life 2, no qual os jogadores tem a oportunidade de controlar os autores das chacinas na “melhor experiência de tiroteio escolar” já feita, como escrito no site do titulo, de acordo com informações da Time. Além disso, o gamer pode escolher empunhar o mesmo armamento utilizado por Eric Harris, Dylan Kebold (de Columbine) ou Seung-Hui Cho, ex-aluno do Virginia Tech.

O game, que permite ao usuário fazer “tudo o que quiser, desde que envolva atirar em pessoas em escolas”, possui um sistema de pontuação que envolve acertar a cabeça (conhecidos como “headshots") de professores e alunos indefesos, seis mapas diferenciados e ainda a possibilidade do jogador cometer suicídio ao final de cada level, situação ocorrida em ambos os atentados.

Apesar de não possuir uma data específica de lançamento, o SSNAT tem recebido fortes críticas, de acordo com a reportagem da Time, principalmente de setores de educação, incluindo um projeto de lei no estado da Pensilvânia que pretende barrar o lançamento do game, em respeito aos familiares das vitimas dos assassinatos em massa.

Games e Violência
A discussão a respeito da influência de games violentos no comportamento dos jovens foi levantada novamente quando o jornal O Globo publicou uma notícia na qual o assassino da escola no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, que matou 12 crianças na manhã do dia 7/4, foi associado com jogos como Counter-Strike e GTA, o que gerou uma reação negativa dos gamers no Twitter e nos comentários no texto, que acabou sendo alterado sem qualquer aviso.

Nota: Já existe boa comprovação, em pesquisas, que mostra a influência nefasta que alguns tipos de jogos exercem sobre a mente humana, especialmente de jovens, crianças e adolescentes. E a temática, apesar do que se fala oficialmente, parece ser sempre a mais violenta e de estímulo direto à crueldade. As pessoas já estão amplamente expostas à violência desenfreada, à agressividade gratuita através dos noticiários da mídia em geral, programas de entretenimento comuns da televisão, web e rádio, leituras e o reforço chega com os games. Com um diferencial importante: ali o usuário não é apenas espectador e, no máximo, participa com perguntas ou interage esporadicamente; ele é autor, faz parte da ação de atirar, golpear, matar, destruir determinada coisa ou pessoas. O jogo em questão é mais do que apologia à violência, é um incentivo à criminalidade dentro de escolas. 

Pais e educadores têm o dever de colocar algum filtro e aqueles que comercializam produtos com este conteúdo deveriam sofrer algum tipo de fiscalização ou avaliação por parte de quem permite o comércio disso livremente, ou seja, as autoridades governamentais. A Bíblia nos fala da necessidade de fecharmos nossos olhos diante da maldade. Não significa que nunca vamos ver algo ruim, mas podemos evitar ao máximo essa exposição. E mais do que exposição, quem professa crença na Bíblia Sagrada deve refletir sobre a necessidade de não fazer parte, de ser um ator em jogos que simulam ou incentivam crimes, ainda que no ambiente aparentemente virtual ou fictício. Lembro sempre do texto bíblico em Isaías 33:15 que diz que "O que anda em justiça e fala o que é reto; o que despreza o ganho de opressão; o que, com um gesto de mãos, recusa aceitar suborno; o que tapa os ouvidos, para não ouvir falar de homicídios, e fecha os olhos, para não ver o mal".

FONTE